Tudo o que você precisa saber sobre câncer de pele

Dermatologistas esclarecem as principais dúvidas

Redação Viva! Mais

O câncer de pele afeta milhões de pessoas todos os anos | <i>Crédito: Shutterstock
O câncer de pele afeta milhões de pessoas todos os anos | Crédito: Shutterstock
Dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA) apontam uma média 135 mil novos casos de câncer no país por ano. Deste total, o câncer da pele responde por 25% de todos os diagnósticos. O tipo mais comum, o não melanoma, tem letalidade baixa, mas os números alarmam os especialistas. A exposição excessiva ao sol é a principal causa da doença. 

O tumor é desenvolvido a partir do crescimento anormal e fora de controle das células que compõem a pele. Estas células se dispõem formando camadas e, de acordo com a camada afetada, definimos os diferentes tipos de câncer. Os mais comuns são os carcinomas basocelulares e os espinocelulares. Existem muitas dúvidas sobre o assunto, e neste Dia Mundial da Saúde, Viva Mais conversou com as dermatologistas pernambucanas Ana Roberta Figueiredo (CRM-PE 15585) e Lígia Pessoa de Melo (CRM-PE 13265) para esclarecer cada uma delas:

Como reconhecer um possível câncer na pele? Toda lesão nova na pele ou que modificou o comportamento coçando, sangrando, mudando de características ou crescendo num período maior que quatro semanas é uma lesão a ser observada por um médico especialista, especialmente um dermatologista. No consultório, será feito um levantamento do histórico dos sintomas até o momento da observação e exame físico para diagnosticar. 
Como prevenir? Há diferentes indicações para pessoas com e sem histórico da doença? No geral, e isso serve para pessoas com câncer ou não, a forma mais eficaz de prevenir e cuidar é caprichar na proteção solar. Uma vez que é a radiação ultravioleta seu maior fator de risco, a proteção solar deve ser uma rotina para manter a saúde da pele e a prevenção desses t umores. Vale lembrar também que a incidência maior da radiação ultravioleta acontece entre as 10h e 16h. Nesse período é indicado que as medidas de fotoproteção sejam redobradas ou que a exposição solar seja evitada, principalmente em pessoas com pele clara, olhos claros, sardas, que nunca se bronzeiam e sempre sofrem com queimaduras solares. 
Quando o assunto é proteção solar, qual a melhor indicação? Os filtros e bloqueadores solares são os mais utilizados. O fator de proteção solar (FPS) indica a durabilidade da proteção solar na pele contra os efeitos nocivos dos raios UV. Assim, quanto maior o FPS, maior o tempo de proteção.  
E qual a melhor forma de aplicar os filtros? É importante sempre colocar 30 minutos antes da exposição solar e em quantidade adequada. É importante também escolher o veículo que mais se adequa ao seu tipo de pele. Os tipo creme são indicados para peles mais ressecas. Os tipo gel, para as mais oleosas. Sua reaplicação deve ser feita a cada 3 ou 4 horas de exposição, já que o suor, contato com água ou até mesmo roupa e outras pessoas, podem comprometer a proteção aplicada anteriormente. 
Existem outras formas de se proteger? O ideal é nunca dispensar os filtros solares, e combiná-los com itens como bonés, chapéus, óculos escuros e vestes protetoras. Tudo comedido com o grau de exposição e risco de cada pessoa. Atualmente, também contamos com fotoprotetores orais para pacientes de maior risco de desenvolver câncer de pele ou outras doenças que são agravadas pelo sol.
Como é feita a remoção dos tumores? Para a maioria dos casos, a cirurgia é a melhor alternativa. No entanto, existem cremes capazes de fazer total remoção de tumores não-melanomas em estágios muito iniciais.

07/04/2017 - 07:30

Conecte-se

Revista Viva Mais