Ciúme além da conta: dá pra controlar?

Psicóloga explica quando o ciúme é normal e quando pode arruinar sua relação

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Todo ciumento é um tremendo controlador | <i>Crédito: iStock
Todo ciumento é um tremendo controlador | Crédito: iStock

Ciúme todo mundo sente, uma hora ou outra da vida. "Mas o que define o ciumento é a insegurança que se tem consigo mesmo! Para tentar resolver esse sentimento, vai controlar o outro”", explica Maura de Albanesi, psicóloga e líder coach. "Todo ciumento é um tremendo controlador. Ele sente que o outro é sua posse, como se a outra pessoa fosse uma marionete", acrescenta. Sendo assim, o ciumento está sempre querendo invadir as escolhas do outro. "A pessoa ciumenta deixa o outro ficar livre para fazer o que bem entender? Não, o outro tem que fazer tudo segundo suas regras se quiser ficar com ela. É uma chantagem, um controle e uma dominação", conta. E isso machuca os dois no relacionamento, porque o ciumento não suporta que o outro seja livre.

Até que ponto esse ciúme pode ser normal?
"Quando a gente diz que é aquele cuidado  numa relação, não é aquela coisa exagerada, é uma pitadinha de ciúme... É quando a gente diz que quem gosta sente um pouco de ciúme, cuida, toma cuidado, zela por aquilo. Então, não é cercar a pessoa de cobranças e fiscalizações, mas dar atenção e afeto, que aí sim a pessoa vai ver que ela é importante".

Quando se torna problema?
"O ciúme se torna um problema quando ele deixa o outro preso a sua insegurança”. É comum ouvir frases do tipo ‘eu sou ciumento, porque você me provocou, porque você não me disse onde estava’. Querendo ou não, o ciumento está sempre desconfiando, está levantando a culpa no outro. “É aí é que se torna um grande problema, porque vira uma relação de cobranças, inseguranças, culpas e desconfianças".

Como controlar?
"Não existe uma técnica para ajudar a pessoa a controlar esse sentimento. O que existe, na verdade, é a conscientização do ciumento que esse é um problema é dele e não do outro”, explica.

Conversar
"É importante, sim, as pessoas conversarem sobre isso: ‘você é livre para fazer o que você quiser e eu também sou livre para fazer o que eu quiser sobre o que você fizer’. Dessa forma, a relação se torna muito mais livre, mais solta, onde cada um cuida do seu próprio nariz e os dois encostam os narizinhos um no outro quando quiserem trocar alguma coisa de bom e não de desconfiança".

Impacto na relação
"Gera relações de desconfiança, de medo. Então por mais que a pessoa tente controlar o outro com esse ciúme e ter a pessoa mais próxima, ela acaba afastando a pessoa dela. A gente aguenta o ciumento por um tempo. Depois a gente não aguenta mais. Porque passa a sufocar a pessoa".


10/05/2017 - 17:30

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