Tudo que você precisa saber sobre sacar o FGTS

Descubra tudo que você precisa para sacar o FGTS de contas inativas

Gregory Prudenciano

Tire todas as suas dúvidas sobre FGTS | <i>Crédito: Shutterstock
Tire todas as suas dúvidas sobre FGTS | Crédito: Shutterstock
O saque do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) de contas inativas se tornou assunto obrigatório nas filas, nas rodas de bar e nas reuniões de família. No fim do ano passado o governo anunciou que as contas classificadas como inativas até 31 de dezembro 2015 poderiam ter todo o saldo sacado. A ideia do governo é injetar 30 bilhões de reais na economia com essa medida. 
Desde então, mil dúvidas surgiram, milhares que saques já foram feitos, muito dinheiro já foi gasto com churrasco, celulares e contas atrasadas… mas ainda restam muitas perguntas. Por isso, a Viva! Mais preparou esse guia para tirar todas as suas dúvidas. É hora de ficar craque quando o tema for sacar o FGTS!

Que dinheiro é esse? 
Quando o trabalhador é empregado, a empresa é obrigada a recolher uma parcela do salário e depositá-la numa conta do INSS. Cada emprego significa uma conta, cujo dinheiro, depositado mensalmente, pode ser secado pelo trabalhador em algumas situações bem específicas - como no caso de ser despedido, de ter uma doença como câncer ou de querer usar o dinheiro do fundo para dar entrada num imóvel, etc. Quando o empregado pede para sair da empresa, o dinheiro que está na conta fica retido e ela passa a ser considerada “inativa”, por não receber mais depósitos. É o dinheiro dessas contas que foi liberado para saque. Mas atenção: somente das contas consideradas inativas até 31 de dezembro de 2015. Se você pediu demissão de 2016 em diante, o dinheiro vai continuar retido. 

Dá para ter mais de uma conta inativa? 
Sim, cada emprego representa uma conta. Se até 31 de dezembro de 2015 você tinha, por exemplo, quatro empregos dos quais se demitiu, você tem quatro contas inativas cujos saldos podem ser sacados na totalidade. 

Fui demitido por justa causa antes de 2016. Posso sacar? 
Pode sim. Depois de 2016, no entanto, não pode. 

Quero sacar o dinheiro do meu emprego atual. Tem como? 
Nesse caso, querer não é poder. Se você está empregado, sua conta do FGTS deste trabalho é considerada ATIVA, então não tem como. Mas você pode sacar do seu último emprego - caso tenha saído até 31 de dezembro de 2015, não esqueça! - se você tiver pedido a conta.

Fui mandado embora, saquei o FGTS. Posso sacar de novo? 
Não, essa grana já foi e essa conta, apesar de inativa, não tem saldo nenhum. 

Como saber quanto eu tenho para sacar? 
Acesse o site da Caixa aqui com o seu CPF, número do PIS e data de nascimento. O passo a passo é bem simples e em dois minutinhos você descobre quanto tem para sacar. 

Quando e onde sacar?
O saque começou em 10 de março para quem é nascido em janeiro e fevereiro. A partir de 10 de abril poderão sacar os nascidos entre março, abril e maio; em 12 de maio os aptos a sacar serão os nascidos em junho, julho e agosto. No dia 16 junho serão liberados os saques daqueles que nasceram nos meses de setembro, outubro e novembro e, a partir de 14 de julho, os nascidos em dezembro. Se o valor do saque for de até R$ 1500, o saque pode ser feito nos caixas eletrônicos da Caixa, é só ter o número do PIS e a senha do Cartão do Cidadão. Entre R$ 1500 e R$ 3000, além dos caixas eletrônicos, há a opção de sacar nas lotéricas e nos pontos Caixa Aqui. Se o valor for acima de R$ 3000 é necessário ir a uma agência. 

Não tenho o Cartão do Cidadão, e agora? 
Você pode sacar o dinheiro numa agência da Caixa com o auxílio de um atendente. Não se esqueça de levar a carteira de trabalho e o número do PIS. 

Saquei o dinheiro. O que fazer com ele?
Dica 1: saque todo o dinheiro mesmo que não esteja precisando dele, porque qualquer aplicação, até mesmo a poupança, rende mais que o FGTS;
Dica 2: coloque em dia as prestações atrasadas do carro, da casa, aluguel ou condomínio. Dê prioridade aos pagamentos das dívidas que possuem algum bem como garantia, como o financiamento de imóvel;
Dica 3: não se esqueça também de priorizar as contas atrasadas dos serviços essenciais, como água, luz, gás e telefone. Essas são despesas primordiais para o bem-estar da sua família;
Dica 4: pague as dívidas, mas, primeiro, renegocie juros menores com o banco. Quitar empréstimos em geral, especialmente o cartão de crédito ou o cheque especial, é uma recomendação unânime dos especialistas, negocie com o banco e exija juros menores;
Dica 5: monte uma reserva de emergência. Se depois de pagar todas as contas ainda sobrou algum dinheiro, guarde para uma situação inesperada;
Dica 6: pense na sua aposentadoria. Especialistas recomendam guardar uma parcela do dinheiro para a aposentadoria depois de pagar as dívidas. Uma boa opção é aplicar no tesouro direto, atrelado a Selic, que é a taxa básica de juros. Converse com seu gerente ou especialista da sua confiança que vai indicar as diversas formas de aplicação que você terá ao pensar na sua aposentadoria.
Dica 7: se estiver precisando fazer compras, faça, mas só à vista e peça descontos. Evite o consumo por impulso, que é o chamado consumismo, ou só querer e não precisar.
Bom saque!

07/04/2017 - 17:08

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