Jogos de azar: Drama vivido pela personagem de Lília Cabral na novela ‘A Força do Querer’ chama a atenção para doença

Saiba quando um hobby pode se transformar em vício

Redação Viva! Mais 04/08/2017 - 07:51

É preciso perceber a hora de parar e o controle não deve envolver sofrimento, deve ser natural

Na novela “A Força do Querer” a personagem Silvana (interpretada por Lília Cabral) teve sua diversão transformada em um perigoso vício. Para quem vê de fora a jogatina parece uma distração que ela poderia controlar, não é mesmo? É comum e bastante saudável que muitas pessoas tenham um hobby, coisas que gostam de fazer para se distrair e relaxar, como praticar esportes, ler ou ouvir uma boa música. Porém, há alguns que encontram nos jogos de azar a sua maior diversão - eles chegam até a criar grupos de apostas.  



A psicóloga do Hapvida Sarah Lopes afirma que tudo o que ameaça escravizar e dominar alguém pode ser considerado um vício – e com os jogos não é diferente. “O gosto pelos jogos deve ser visto como algo saudável e controlado. É preciso perceber a hora de parar e o controle não deve envolver sofrimento, deve ser natural. Por exemplo: pode-se determinar uma quantia ‘x’ para investir em um jogo. Caso vença ou não, isso não fará diferença. A quantia continua sendo esta. O que vai caracterizar o vício é a hora de saber parar, que deve existir", explica. 



 

Fatores desencadeantes

A especialista destaca que vários fatores podem se somar para desenvolver o vício no indivíduo. Um deles é o desequilíbrio da dopamina, hormônio do prazer, no cérebro, que faz com que o sujeito perca o domínio e não meça as consequências de seus atos.



 

“O viciado em jogos nunca está satisfeito, sempre quer mais e mais, mesmo sabendo que depois se sentirá mal por isso. E as principais consequências desse tipo de vício são o prejuízo financeiro e o afastamento da família e dos amigos, que quase sempre leva o indivíduo a um quadro de depressão ou tristeza profunda, e até à ruína financeira”, afirma a psicóloga.



 

Sinais de que as coisas não estão bem

A especialista diz que é preciso estar atento a alguns sinais, como mentiras constantes com o intuito de escapar para jogar, investimentos surreais em apostas, agressividade, falta de sono e penhora de bens importantes ou de valor sentimental em mesas de apostas. Sarah, no entanto, enfatiza que o problema pode ser evitado, bastando tomar alguns cuidados e ficar atento: “O primeiro passo é começar a administrar o que é real e o que não é. Se esses jogos de fato trouxessem fortuna, muitos jogadores estariam afortunados, e, na realidade, isso é rara exceção. Os jogos devem servir como uma distração momentânea, não como uma obrigatoriedade”.