O poder de Wesley Safadão

O cantor mais popular do país fala com exclusividade sobre fama, mulheres, dinheiro e, claro, sua marca registrada: o cabelo

Mariana Poli

O cantor Wesley Safadão é um fenômeno recente da música brasileira | <i>Crédito: Reprodução Instagram/ Redação Viva! Mais
O cantor Wesley Safadão é um fenômeno recente da música brasileira | Crédito: Reprodução Instagram/ Redação Viva! Mais
Sua agenda de janeiro tinha 26 shows em 13 estados diferentes. De onde tira energia para realizar essa verdadeira maratona?!
Por um lado, não é tão grave: são nove dias de folga. O problema é que, nesses nove dias de folga, ainda tenho compromissos, como gravações e reuniões! Está tão corrido que, às vezes, nem sei como dou conta. Pra ter forças, me apego a Deus, ao carinho dos fãs e ao prazer de ver tudo dando certo.

Já rolou exaustão a ponto de pensar em largar tudo?
Largar tudo não, mas reduzir o ritmo, com certeza. Bate o cansaço, né? Mas quero aproveitar o momento, trabalhar, conquistar espaço ainda maior e conhecer o Brasil inteiro!

Dá para curtir as cidades que visita? Ou só rola hotel?
Chego tão cansado que só quero cama [risos]. Mas sempre tento conhecer um bom restaurante para comer a comida regional.

Quando está de folga, qual é a sua maior diversão?
Ficar em casa com minha família! Meus filhos estão crescendo e não quero perder isso. Por isso, aproveito o máximo que posso ao lado deles [Wesley é pai de Yhudy, 5 anos, filho do primeiro casamento, e Ysis, de 1,  filha do atual relacionamento].

É do tipo que troca fralda, dá comida, banho e faz dormir?
Sim. Sou pai corujão! Qualquer brechinha volto para casa. Quando não dá, eles vão até mim. Faço de tudo para acompanhar o crescimento dos dois.

Ano passado você fez uma festa luxuosa para comemorar o 1º ano de Ysis. Não há limites para os filhos?
Acho que podemos fazer o que estiver ao nosso alcance, sem perder a essência. Vou tentar dar tudo de melhor aos meus filhos, mas sem deixá-los esquecer que nada nessa vida é fácil.

O que fazia antes da fama? 
Tentei ser jogador de futebol, mas a música falou mais alto. Estou nessa desde os 14 anos e não me vejo fazendo outra coisa.

Você disse à revista Tititi que ter cabelo grande é um “saco”. Por que não corta?
Na verdade, o que me incomoda é cuidar dele nessa correria toda. Mas eu gosto do meu cabelo! Resolvi usá-lo preso pois tem sido mais prático assim.

Dizem que seu cachê é o segundo maior do Brasil, perdendo só para Roberto Carlos. Que feito, hein?
Queria ter tudo que a galera anda dizendo [risos]. Mas não posso reclamar! Só tenho a agradecer por tudo que estou conquistando.

Como lida com essa grana toda que está entrando? É pão duro ou gastão?
Não sou muito ligado nisso. Quando quero fazer algo, faço. Mas sempre com o pé no chão. Tenho uma equipe que me ajuda a controlar o dinheiro.

As fãs fazem muitas loucuras para agradar você?
Elas têm um carinho especial, né? O mais estranho que acontece são as roupas íntimas que voam em cima do palco vez ou outra (risos).

E sua mulher [a modelo Thyane Dantas, 24 anos] marca território?
Não, não... No começo ela estranhou um pouco, normal para a posição dela. Mas a Thyane é tranquila, sabe como as coisas funcionam. Já me conheceu nessa loucura toda e se acostumou!

Você tem só 27 anos, dois filhos e dois casamentos. É namorador ou prefere compromisso sério?
Gosto de  car quietinho! Eu sempre fui muito família. Gosto de curtir meus  lhos, minha esposa. Lá em casa sempre fomos assim, tudo envolve a família!

Qual foi a atitude mais romântica que já teve para conquistar uma mulher?
Xiii... Não sou a pessoa mais romântica que possa imaginar. Mas o fato de sempre preferir estar em casa, com a família, já é uma atitude romântica, não é não?

Mesmo assim, ainda bate insegurança e frio na barriga?
Com certeza! Fiquei nervoso ao cantar com a Ivete Sangalo, por exemplo, mas ela é extraordinária e conseguiu me deixar à vontade.

Você já declarou que não cantava bem. Hoje em dia, considera-se um bom cantor?
Cantava mal pra caramba! Mas com o tempo fui melhorando!

Você diz que o Wesley não tem nada de safadão. De onde vem, então, a vocação para músicas desavergonhadas?
É o que o povo gosta! Mas o meu repertório é diversificado, tento agradar a todos. E também tenho músicas românticas…

Aliás, você é quantos % anjo e quantos % vagabundo? 
Sou o vagabundo e o safado que elas gostam no momento certo e com a pessoa certa (risos). Mas sou um rapaz comportado!

Você nasceu no Ceará e veio de uma família simples. Rola preconceito com sua origem?
Sou um nordestino nato. Não tenho esse tipo de problema. O forró já teve seu momento ruim, mas conseguimos abrir portas. Há quem goste do meu estilo, há quem não goste. Não me preocupo com os críticos.

Sua banda não estourou rápido e seus familiares fizeram até dívida para bancá-los. Quando foi que virou a chave do sucesso?
São mais de dez anos de trabalho. Isso é que é legal, sabe? Vir debaixo, batalhar e construir aos poucos. Acho que o sucesso vem das lutas, da união, do foco. Não existe chave, existe um conjunto de fatores.

Qual o maior sonho que o dinheiro o ajudou a realizar?
Em 2015, consegui levar minha família inteira para a Disney.

O que mais a fama trouxe: de melhor e de pior?!
O reconhecimento. Não tem nada melhor do que ser respeitado pelo que gosta de fazer. De pior, nada, além do fato de que tenho de abrir mão de algumas coisas que fazia antes de ser famoso. Nada que eu não consiga lidar!

Ninguém fica no topo para sempre. Isso te dá medo?
É importante ter o pé no chão e saber que nada dura para sempre. Agradeço por viver essa fase maravilhosa, mas acho que tenho de trabalhar muito para não deixar que as coisas parem de fluir.

27/03/2017 - 05:00

Conecte-se

Revista Viva Mais