Atenção: emoções afetam o seu fio de cabelo

Estresse pode causar Alopecia Areata, doença que faz perder os cabelos

Redação Viva! Mais

Principalmente entre as mulheres, a perda brusca dos cabelos pode ser assustadora, mas é possível reverter a queda e corrigir as falhas no couro cabeludo | <i>Crédito: iStock
Principalmente entre as mulheres, a perda brusca dos cabelos pode ser assustadora, mas é possível reverter a queda e corrigir as falhas no couro cabeludo | Crédito: iStock

A alopecia areata é uma doença inflamatória associada a alteração no sistema imunológico. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) o problema afeta de 1 a 2% da população, podendo acometer ambos os sexos. A complicação atinge pessoas de todas as idades, muito embora 60% dos pacientes diagnosticados possuem idade inferior a 20 anos.
  Dr. Thiago Bianco, cirurgião de transplante capilar, explica que a doença é autoimune e idiopática, ou seja, não tem uma causa definida. No entanto, a patologia pode ter relação com o estresse e a saúde emocional. O primeiro e único sintoma emitido pelo problema é a queda dos cabelos. “O organismo junto às células de defesa começa a reconhecer os folículos capilares como agentes de agressão e a destruí-los”, comenta. O médico sinaliza que, diferente dos outros tipos de calvície, a areata provoca a perda de ilhas de fios, geralmente com formato arredondado no couro cabeludo e requer tratamento específico.
  A psicóloga Lizandra Arita alerta sobre os malefícios do estresse para a saúde de todo o organismo, inclusive a dos cabelos. “Pessoas com quadro elevado de estresse no dia a dia estão suscetíveis a baixa imunidade e vários desequilíbrios hormonais relacionados a saúde dos fios”, comenta a terapeuta que reforça a importância da avaliação médica junto ao tratamento psicoterapêutico.
  Principalmente entre as mulheres, a perda brusca dos cabelos pode ser assustadora, mas é possível reverter a queda e corrigir as falhas no couro cabeludo. Bianco indica como principal tratamento, os corticoides por via oral ou injetáveis. “Após poucos meses o paciente já pode notar o crescimento de novos fios, porém existem casos de recidivas, vai depender da reação de cada organismo”, conclui. 

09/05/2017 - 17:14

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