Como ler para a criança pode ajudar no desenvolvimento dela

Leitura e contação de histórias na primeira infância beneficiam o desenvolvimento cognitivo das crianças

Redação Viva! Mais

Ler para os pequeninos ajuda no desenvolvimento deles | <i>Crédito: Shutterstock
Ler para os pequeninos ajuda no desenvolvimento deles | Crédito: Shutterstock
É consenso na literatura médica que o hábito de ler e contar histórias para as crianças ainda na primeira infância - ou seja, nos cinco primeiros anos de vida -, auxilia o seu desenvolvimento cognitivo. Pesquisas apontam que o estímulo precoce à leitura influencia diretamente a atividade cerebral. “Por meio da linguagem verbal, a criança consegue encontrar recursos para a sua imaginação e criatividade”, explica Dra Iara Brandão, neuropediatra e médica geneticista da Neurogen Saúde.
Dra Iara lista, ainda, uma série de outras funções corticais desenvolvidas pela leitura, como memória, atenção focada e dividida, linguagem oral, empatia e compaixão. “O afeto modula a inteligência”, ressalta. “Quando você lê para o seu filho, cria uma ligação amorosa com ele. A entonação da sua voz desperta sentimentos que criam conexões neurais e estimulam a inteligência”, esclarece a neuropediatra. “A todo o momento, a criança faz ligações do seu afeto com o mundo concreto. Ela transforma a sensação em algo concreto e passa a gostar daquilo”, ressalta.  Por este motivo, a médica orienta que pais e responsáveis permitam o contato com a leitura e com a contação de histórias desde bebê.
De acordo com a especialista, em um primeiro momento, a criança desenvolve os sentidos com a atividade, a partir da criação do seu universo motor sensorial, a exemplo do que acontece ao apresentar livros no banho ou que contenham sensações táteis para que a criança descubra o movimento da fala dos pais pelo tato. “É essa conexão dos estímulos sensoriais que irá desenvolver os aspectos da inteligência”, explica Dra Iara Brandão. “Quando você lê para a criança que a ovelha tem o pelo macio e apresenta a ela algo que represente o pelo macio, logo a palavra será entendida pelo tato”, exemplifica a médica. “Existir nos sentidos é o primeiro passo para que isso exista, de fato, no intelecto”, defende a neuropediatra.

29/04/2017 - 07:30

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